Redação, El País / Revista Fórum
Várias centenas de pessoas se convocaram de
forma improvisada na Puerta del Sol para protestar
contra a expulsão de Baltasar Garzón da carreira judicial. Entre acusações
bem duras contra os juízes da Suprema Corte, o grito mais repetido pelos
manifestantes foi o de “vergonha”. No protesto, estavam representadas várias
associações de vítimas do franquismo. Na verdade, ao estilo das mães da Praça
de Maio que davam várias voltas em torno a um monólito todas as quintas-feiras
durante a ditadura argentina, vários grupos de pessoas, com cartazes reclamando
justiça e fotos de algumas vítimas da repressão franquista, davam voltas à
estátua de Carlos III no centro da Puerta del Sol.
A
indignação contra os juízes do Supremo foi crescendo na medida em que mais
gente ia se concentrando na praça. Os oradores vincularam, a todo momento, o
caso das escutas de Gurtel com a investigação da repressão franquista. “Provoca
indignação que um juiz que destapa o caso seja, pelo menos até agora, o único
condenado por Gurtel. Parece que neste Judiciário os juízes independentes que
queiram acabar com a corrupção incomodam”, apontava um dos oradores, membro da
Plataforma contra a impunidade.
“Chega de máfia judicial”, gritava o
público. “Depuração dos juízes franquistas” ou “fora franquistas do Tribunal Supremo”.
“Temos memória, queremos justiça”. Os cartazes levados por muitos dos
manifestantes também iam na mesma linha: “Espanha ao revés, corruptos e
fascistas julgam o juiz”. “Escondem seus crimes botando Garzón pra fora”.
Matéria Completa, ::Aqui::



0 Comentários:
Postar um comentário