Denúncia: Persiste utilização do corpo de mulheres e meninas no contexto do conflito armado

Natasha Pitts, Adital

“As colombianas, sobretudo as indígenas, continuam sendo violentadas, assediadas, sequestradas, aliciadas e usadas como estratégia de guerra no contexto do conflito armado interno que o país enfrenta desde o início de 1960. Mesmo cientes desta realidade os tomadores de decisão não têm mostrado interesse em assegurar uma vida digna e segura para elas. Por isso, a Coordenadora Andina de Organizações Indígenas (Caoi) denuncia as investidas criminosas contra as indígenas e exige o fim impunidade.

De acordo com a Caoi, a violência sexual é o crime que predomina. E não apenas os membros de grupos ilegais, mas também de Forças Públicas são culpados por tirar a paz de mulheres indígenas. As incursões em terras indígenas sempre vêm acompanhas de crimes como prostituição forçada, violações, escravidão sexual e ‘namoro como tática de cooptação da população por meios de suas mulheres’.

A Coordenadora Andina, apoiada em informações do Conselho Nacional da Mulher da Organização Nacional Indígena da Colômbia (Onic), criado em 2007 e formado por dez mulheres indígenas representantes das regiões, esclarece que muitas vezes a "violência sexual se comete com a finalidade de intimidar, controlar, fracionar, ‘castigar’ os povos indígenas e comunidades, e os e as líderes das organizações indígenas, mas faz parte, também da estratégia de controle militar sobre o território”.

O Estado colombiano conhece esta realidade e já firmou tratados e convenções nacionais e internacionais, também recebeu recomendações de organismos de Direitos Humanos, mas a situação parece cristalizada e a omissão reina enquanto jovens e adolescentes são violentadas, mortas e sofrem abortos indesejados.

Em pouquíssimos casos há investigação, e quando isso acontece as mulheres são incriminadas pelas instituições que investigam, os homens negam e a impunidade toma conta. Em virtude disso, muitas nem chegam a denunciar o que sofreram.”
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