“Grupo já havia se reunido em 2008 e
protagonizou documentário de Michael Moore
Pela segunda vez em menos de quatro anos,
operários da companhia norte-americana Republic Windows & Doors se
recusaram a deixar a fábrica onde trabalham em protesto contra as demissões
planejadas. Na última quinta-feira (24/02), eles foram surpreendidos pela
notícia de que a Serious Energy Inc., corporação que detém parte das ações da
empresa, fecharia a filial da fabricante em Illinois o mais rápido possível.
O grupo composto por 70 trabalhadores permaneceu
no interior do edifício por cerca de 11 horas e exigiu que o fechamento da
filial não ocorresse antes que um comprador manifestasse interesse sobre o
prédio. Eles conquistaram um prazo de 90 dias para manter a linha de produção
em funcionamento e encontrar uma solução para o impasse. Uma das possibilidades
levantadas em meio aos protestos foi a formação de uma cooperativa.
Em nota, a Serious Energy Inc. afirmou que
"os obstáculos econômicos para a construção e planejamento de produtos,
assim como os altos custos de aluguel e a elevação dos impostos” levaram ao
encerramento da linha de produção da filial de Chicago.
Juan Cortez, trabalhador da fábrica há mais
de 20 anos acredita que os funcionários “sabem como dirigir a companhia”. Em
2008, mais de 200 trabalhadores da Republic Windows &
Doors organizaram um protesto contra a declaração de falência da empresa e
acamparam por seis dias no edifício onde trabalham.
Ela passou então a ser administrada por
seus maiores credores, os bancos Bank of America e JPMorgan Chase, que se
comprometeram a quitar uma dívida de 1,75 milhões de dólares em salários e
benefícios atrasados.
As manifestações atraíram a atenção de todo
o país e tornaram-se inclusive parte do documentário Capitalismo: uma
história de amor, do diretor Michael Moore. Em 2009, o vice-presidente
norte-americano, Joe Biden, visitou a fábrica reinaugurada e utilizou seu
exemplo para defender a recuperação econômica do país por meio de estímulos do
governo. Na época, a Serious Energy Inc. recontratou os 200 manifestantes e
remanejou-os para a fabricação de janelas ecologicamente corretas.”


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