Natasha Pitts, Adital
“Buscando chamar a atenção do presidente
Maurício Funes para o que consideram uma grave crise de militarização no país,
14 organizações sociais salvadorenhas se manifestaram por meio de um comunicado
público, divulgado no último dia 8. As organizações repudiam a decisão de Funes
de nomear militares para cuidar da segurança pública e criticam a proliferação
da violência juvenil, da criminalidade e do crime organização, situações que se
tornaram insuportáveis em virtude da falta de iniciativa do governo.
A decisão do Executivo mais condenada foi a
nomeação de dois generais da reserva para ocuparem o Ministério de Justiça e
Segurança Pública e a Diretoria da Polícia Nacional Civil (PNC). As
organizações acreditam que decisões como estas estão causando um retrocesso
autoritário na "incipiente construção da democracia” de El Salvador, além
de estar provocando a militarização da segurança pública e, por consequência,
de toda a população.
As organizações enfatizam que ainda há
outros meios de combater a violência e a criminalidade e manter a segurança
pública sem que haja necessidade da presença das Forças Armadas, que
originalmente têm como função principal a defesa da soberania do Estado e da
integridade do território nacional.
O comunicado revela que nos últimos 12 anos
foram cometidos 39.476 homicídios no país e que em algumas épocas eram
registrados de 12 a
14 assassinatos diários. "Na última década esta situação veio evoluindo de
forma exponencial sem que se haja abordado de maneira efetiva o problema, em
busca da solução real, efetiva e coerente com a realidade nacional”, criticam.
O comunicado também cita a propagação da
violência política, intrafamiliar, juvenil, da criminalidade comum e do crime
organizado, situações que foram advertidas por parte de organizações nacionais
e internacionais, mas que não receberam atenção.”
Artigo Completo, ::Aqui::



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