Ciúme agita política francesa


Rui Martins, Direto da Redação

“De repente, umas poucas linhas num tweet desencadearam um terremoto na política francesa, a apenas cinco dias do segundo turno das legislativas.

Teria sido ciúmes ? Em todo caso, pouco mais de um mês da vitória de François Hollande, o novo presidente se vê às voltas com seu primeiro abacaxi para descascar, envolvendo sua companheira, sua girl friend como dizem os americanos, e sua ex-esposa e por tabela a campanha legislativa do Partido Socialista na circunscrição de La Rochelle.

Ninguém consegue imaginar como o presidente François Hollande, que descartara de seu mandato qualquer mistura com sua vida pessoal, vai sair da confusão criada por Valerie Trierweiler (à direita na foto) em pleno confronto com sua ex-esposa Segolene Royal (à esquerda na foto).

Há coisas que só acontecem na França, sem qualquer presságio e em meio à calma absoluta. Domingo, os socialistas obtiveram a maior vitória nas eleições legislativas nunca antes registrada. Nem mesmo Mitterrand conseguiu dar aos socialistas uma tal vitória sem compromissos com outros partidos de esquerda.

Havia só um senão – a ex-esposa do presidente François Hollande, ex-candidata à presidenta vencida por Sarkozy, a bela e voluntariosa Segolene Royal corre o risco de não ser eleita deputada federal. Talvez para não deixar em má situação seu ex-marido, agora presidente, Ségolène não pediu um posto de ministra, mesmo se batalhou pela vitória do pai de seus quatro filhos.

Ségolène decidiu, meio sem consultar seus amigos, se candidatar a deputada federal pela cidade de La Rochelle, com o objetivo declarado de ser a presidenta da Assembléia Nacional, equivalente à nossa Câmara de Deputados. O Partido Socialista autorizou sua candidatura, porém surgiu um problema – um professor socialista da região, Olivier Falorni, conselheiro da governança local, amigo de longa data do atual presidente Hollande, queria se candidatar e não aceitou que em seu lugar fosse colocada Ségolène Royal. Chamado à atenção pela chefe do Partido Socialista, Martine Aubry, e convidado a retirar sua candidatura, Olivier Falorni se declarou dissidente e disputou as eleições como candidato socialista dissidente.”
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