Mídia americana minimiza "espionagem" brasileira


Embora tenham repercutido a denúncia da Folha sobre ações da Agência Brasileira de Inteligência, jornais americanos como o The New York Times, o USA Today, o The Wall Street Journal e o Huffington Post enfatizaram que foram ações pequenas e que nem de longe pode ser comparadas bisbilhotagem em larga escala conduzida pelo governo americano; embora tenha servido para constranger o governo brasileiro, a denúncia ganhou, nos Estados Unidos, sua correta medida


Sim, deu no New York Times. A notícia da Folha sobre ações conduzidas pela Agência de Inteligência Brasileira (Abin) relacionadas a supostos alvos diplomáticos repercutiu no maior jornal americano. E colocou o Brasil, segundo a publicação, numa "posição desconfortável", por estar liderando as críticas à bisilhotagem em larga escala conduzida pela Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos (leia mais aqui).

No entanto, o próprio New York Times fez questão de enfatizar que a ação da Abin nem de longe pode ser comparada ao que foi feito pelo governo americano nos seguintes termos:

By almost any measure, such modest operations stand in sharp contrast to the sweeping international eavesdropping operations carried out by the National Security Agency. Brazil’s president, Dilma Rousseff, recently postponed a state visit to Washington after revelations that the N.S.A. had spied on her and the Brazilian oil giant, Petrobras. 

Da mesma forma, a denúncia da Folha repercutiu em publicações como o The Wall Street Journal (leia aqui), Huffington Post (leia aqui) e o USA Today (leia aqui). Neles, a ação da Abin foi classificada como usual e de pequeno alcance. Ou seja: nada comparável à ação da NSA, que monitorou ligações telefônicas de milhões de indivíduos e grampeou ligações de ministros e chefes de Estado.”

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