Pondé: sem prostituição, mundo será mais violento



Colunista condena a repressão à prostituição que vem sendo proposta em países como a França. "Mas, eis que o Monsieur Normal, leia-se, o chato do François Hollande, presidente da França, resolveu multar quem for pego com uma dessas mulheres generosas. Não vai adiantar, só vai aumentar a violência, o crime, a distancia geográfica entre o homem e a mulher que querem fazer sexo sem complicações", diz ele


Na França, uma lei que criminaliza os clientes da prostituição, considerada uma violência contra a mulher, ainda que consentida, vem causando polêmica.

No Brasil, o polemista Luiz Felipe Pondé condena a iniciativa e afirma que um mundo sem sexo pago será mais violento. É o que ele defende no artigo "A deliciosa nudez castigada" (leia aqui).

"Se um dia não existir mais mulheres que cobram por sexo (de modo direto e sem rodeios), a violência no mundo será ainda maior. Sexo e amor sempre custam dinheiro, além de outras coisas. Aliás, a garota de programa é a mulher menos cara do mundo, custa só dinheiro", diz ele.

Pondé critica diretamente Hollande. "Mas, eis que o Monsieur Normal, leia-se, o chato do François Hollande, presidente da França, resolveu multar quem for pego com uma dessas mulheres generosas. Não vai adiantar, só vai aumentar a violência, o crime, a distancia geográfica entre o homem e a mulher que querem fazer sexo sem complicações".

Ele afirma ainda que a iniciativa tende ao fracasso. "Mas, graças a Deus (que nos entende melhor do que esses santinhos de pau oco), essa lei não vai adiantar porque quanto mais se castiga a nudez paga da mulher, mais deliciosa ela fica. Ao final, a mulher que troca sexo por dinheiro, sempre é mais desejada quando encontrá-la fica ainda mais caro."

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