O retrato dos estudantes que mudaram a cara das escolas de São Paulo


Mauro Donato, DCM

Não dá para afirmar que eles tenham passado à base de pão e água mas esses eram os ítens mais comuns entre as doações que receberam. Depois vinham macarrão e óleo. Também não da para dizer que estivessem em uma colônia de férias pois era preciso cozinhar, limpar os banheiros, varrer o pátio, dormir no chão e muitas vezes tomar banho no cano com água fria. Era necessário fazer vigia 24 horas por dia a fim de evitar os ataques ameaçados por carros suspeitos que passavam durante a noite.

No sábado passado o gás tinha acabado na escola Antonio Alves Cruz. O almoço estava em risco. Na Fernão Dias Paes, o dia era de faxina pesada. Os banheiros passaram a ser mais limpos que o de costume e não faltava mais papel higiênico. Na escola Maria José, o material didático continuava perfeitamente empilhado e intacto, como deixado pela direção da escola antes da ocupação. Aliás, a ordem em todas as ocupações era não utilizar nem tocar em nada que fosse do estoque da escola. Nem os mantimentos da despensa, nem material de escritório ou de limpeza. As salas que guardavam esses materiais ficaram permanentemente trancadas."
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