Donos do litoral argentino: com aluguel de cadeiras e guarda-sóis, empresários e magnatas controlam praias de Buenos Aires

"Cerca segrega pagantes de não pagantes; se turista quiser descansar na areia, tem que alugar utensílios dos balneários, que saem em torno de R$ 350 por dia, ou ficar na estreita faixa em que o acesso é gratuito

Opera Mundi

Os donos do litoral argentino são contados com os dedos de uma das mãos. Um punhado de cinco sobrenomes — Shaw, Altieri, Stinfale, Aldrey Iglesias e Peralta Ramos — divide as extensas praias rodeadas de dunas e formações rochosas, cassinos, casas noturnas, empreendimentos hoteleiros e até imobiliárias. O paraíso do verão local não é apenas o lugar escolhido pelos argentinos para descansar da rotina em frente ao mar. É também a Meca onde os homens ricos se tornam ainda mais ricos a cada verão e, não por acaso, voltam anualmente em busca de mais.

Para o imaginário popular, Pinamar deve seu nome a seus magníficos pinheiros. Uma verdade pela metade. Apesar de os pinheiros serem a característica mais elogiada da região balneária, Pinamar é a única cidade da Argentina que herdou o nome de uma empresa: “Pinamar S.A.”, criada pelo arquiteto Jorge Bunge em sociedade com Valeria Guerrero Cárdenas Russo, e que há cinquenta anos está nas mãos de Jorge Enrique Shaw. De fato, os bosques de pinheiros tão característicos do município nem sequer são da região. Foram importados da Austrália em meados do século XX e foram plantados como uma forma de fixar a areia indomável das imponentes dunas."
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