EUA querem redes sociais de visitantes antes de deixá-los entrar no país


Visitantes estrangeiros entrando nos Estados Unidos serão solicitados a informar as autoridades americanas sobre suas contas em redes sociais muito em breve; o Serviço Aduaneiro e de Protecção das Fronteiras dos EUA (Customs and Border Protection – CBP) pretende começar a coletar "informações relacionadas à presença on-line" dos viajantes vindos de países aptos a obter isenções de visto; segundo um porta-voz do CBP, a coleta de informações das redes sociais "pode ajudar a detectar ameaças em potencial

Brasil 247 -

Visitantes estrangeiros entrando nos Estados Unidos serão solicitados a informar as autoridades americanas sobre suas contas em redes sociais muito em breve. De acordo com a publicação, o Serviço Aduaneiro e de Protecção das Fronteiras dos EUA (Customs and Border Protection – CBP) pretende começar a coletar "informações relacionadas à presença on-line" dos viajantes vindos de países aptos a obter isenções de visto, incluindo grande parte da Europa e alguns outros países. As informações são do Intercept.

Alguns grupos de privacidade criticaram a ideia, sob o argumento de que poderia comprometer a forma como as pessoas se expressam na internet, e que representaria um excesso de autoridade cedida ao Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security – DHS) e ao CBP por poderem determinar que tipo de atividade on-line representa um "risco aos EUA" ou é considerada uma "atividade nefasta".

O Relator Especial das Nações Unidas sobre o direito à liberdade de opinião e expressão disse no mês passado que o escopo das informações coletadas era "vago e ilimitado" e que estava "preocupado" com a mudança.

Segundo uma carta de um grupo de 11 organizações defensoras de liberdades individuais, "parece que, mesmo que um amigo ou associado não tenha interagido diretamente com o candidato ao [visto] através das redes sociais, a agência vai buscar uma conexão" entre eles. "Se um "seguidor" de um candidato for suspeito aos olhos da agência, o próprio candidato pode ser negado o direito de viajar para os EUA".

Outro lado

A CBP e a agência a que é subordinado, Departamento de Segurança Interna, afirmaram que a pergunta sobre redes sociais será opcional, e que as agências "terão acesso apenas às informações disponibilizadas publicamente nessas plataformas, em conformidade com as configurações de privacidade das plataformas".

Segundo um porta-voz do CBP, a coleta de informações das redes sociais "pode ajudar a detectar ameaças em potencial, já que a prática mostra que criminosos e terroristas, seja intencionalmente ou não, forneceram informações anteriormente não disponíveis, através de redes sociais, que esclareceram suas verdadeiras intenções".
Via Google Plus

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Revista- WMB

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