Derrotado por Putin, Obama escancara sua dor de cotovelo na saída


Em sua última entrevista coletiva na Casa Branca, Barack Obama foi o retrato do fim do Império americano, ao classificar a Rússia como um "país fraco"; a declaração ocorreu depois da derrota dos Estados Unidos em Alepo, na Síria, onde as forças rebeldes, apoiadas pela Casa Branca, foram derrotadas pelo governo de Bashar Al-Assad, com apoio da Rússia; Obama também acusou o governo de Vladimir Putin de ter colocado Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, por meio de ciberataques – o que, se for verdade, seria uma demonstração de força, e não da fraqueza russa; o declínio americano tem consequências para o Brasil, uma vez que significa a reafirmação de uma ordem multipolar justamente no momento em que o Brasil, com Michel Temer, decidiu abandonar a política externa dos governos Lula e Dilma para tentar voltar a ser quintal e satélite dos Estados Unidos; vídeo

Brasil 247 -

Ao conceder sua última entrevista coletiva na Casa Branca, nesta sexta-feira, Barack Obama foi o retrato do fim império americano, ao classificar a Rússia como um país fraco.
 
A declaração ocorreu depois da derrota dos Estados Unidos em Alepo, na Síria, onde as forças rebeldes, apoiadas pela Casa Branca, foram derrotadas pelo governo de Bashar Al-Assad, com apoio da Rússia.

Obama também acusou o governo de Vladimir Putin de ter colocado Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, por meio de ciberataques – o que, se for verdade, seria uma demonstração de força, e não da fraqueza russa.

O declínio americano tem consequências para o Brasil, uma vez que significa a reafirmação de uma ordem multipolar justamente no momento em que o Brasil, com Michel Temer, decidiu abandonar a política externa dos governos Lula e Dilma para tentar voltar a ser satélite dos Estados Unidos.

Assista abaixo:

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Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre as declarações de Obama:

Em última coletiva como presidente, Obama diz que Rússia é país fraco
Da Agência Ansa
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Barack Obama, disse que não há dúvida de que a Rússia interferiu na campanha eleitoral norte-americana de novembro deste ano ao hackear as contas de e-mails do Partido Democrático. "Trata-se de fatos baseados em uma pesquisa uniforme feita por todas as agências de inteligência", afirmou ontem (16), durante sua última entrevista como presidente.

Obama foi enfático sobre o assunto, dizendo para a Rússia "parar" com o hacking porque os Estados Unidos também têm a capacidade de fazer o mesmo com o governo de Vladimir Putin. "Quero mandar uma mensagem clara para a Rússia e para os outros: não continuem com isso porque podemos começar a fazê-lo também". Para ele, a candidata democrata Hillary Clinton acabou não sendo "tratada de maneira justa nas eleições".

Obama afirmou ainda que a Rússia é uma nação menor e mais fraca. "Sua economia não produz nada que alguém queira, com exceção de gás e armas. Eles não inovam". O presidente norte-americano acrescentou que "não acontece muita coisa na Rússia" sem Putin, mas não acusou o presidente russo de ter ligações pessoais com os casos de hacking nos EUA, limitando-se a dizer que os crimes aconteceram "nos níveis mais altos do governo russo".

Além disso, disse que Putin pode "enfraquecer" os Estados Unidos "como ele está tentando enfraquecer a Europa" se o país começar a "comprar as noções de que é ok intimidar a imprensa ou prender dissidentes". Ainda sobre o caso de hacking da Rússia, Obama criticou a posição de apoio ao país manifestada pelos republicanos, disse que o ex-presidente "Ronald Reagan estaria rolando na tumba" com essa ideia e mandou indiretamente um recado sobre o assunto parao  seu sucessor, o presidente eleito Donald Trump.

"A esperança é de que o meu sucessor tenha o mesmo tipo de preocupação e determinação no combate a certas interferências". O presidente afirmou que Trump "escutou" as "sugestões bastante específicas" que fez sobre o assunto, mas que não pode confirmar que "ele irá implementá-las". Obama lembrou que as suas "conversas foram cordiais" e não "defensivas".

Na semana passada, a agência de inteligência norte-americana CIA concluiu que a Rússia interveio nas eleições presidenciais dos Estados Unidos deste ano em favor do candidato republicano Donald Trump, que acabou saindo vitorioso. Segundo a agência, que depois recebeu o apoio de outras nas investigações, à medida que a campanha eleitoral terminava, o governo russo, e talvez até Putin, ajudou o magnata a vencer a ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton ao mandar hackear os e-mails do Partido Democrata e divulgá-los aos poucos em páginas do WikiLeaks.
Via Google Plus

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