Collor, Dilma, Trump e a mídia dos EUA


Por Fernando Brito, Tijolaço -

As capas dos mais prestigiados jornais americanos não deixam dúvidas sobre a guerra Mídia x Trump.

Manifestação “desafiante” contra ele “inunda as cidades americanas”, diz o The New York Times enquanto, um pouco mais moderado, o Washington Post diz que as marchas contra o novo presidente reuniram milhões.

De sua declaração, o WP diz que ele usou a visita a CIA para “rasgar” a mídia e o NYT. ao melhor estilo O Globo, diz que ele falou “duas falsidades”.

Aos brasileiros, que vimos Fernando Collor ser eleito pela mídia e, depois, execrado por ela, com seus inúteis apelos de “não me deixem só”, e que observamos Dilma Rousseff, eleita contra os meios de comunicação, amolecer frente a eles logo após a vitória, cedendo ao “discurso  de mercado” com a nomeação de Joaquim Levy, não dá para deixar de pensar que esta guerra pode ter um desfecho raro na história americana, embora nem tanto para nós, aqui.

Evolua ou não nesta direção ou, ao contrário, na afirmação de Trump sobre a elite intelectual “globalizada” dos EUA e do mundo, é certo que a tempestade que se aproxima não é pequena.

Os que tomaram o poder aqui, depois do motim que derrubou o governo eleito teimam numa rota imprudente, sempre dizendo que, mais uns meses, o tempo vai clarear.

Os raios e trovões no centro do mundo são vistos como algo distante e irrelevante.

E não são.
Via Google Plus

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