“Caso Lula é um sequestro político”, diz senador francês


Senador e secretário nacional do Partido Comunista Francês, Pierre Laurent,  61 anos, avalia que a situação do ex-presidente Lula "é um sequestro político para impedi-lo de ser presidente da República"; segundo ele, "a engrenagem que foi montada num primeiro tempo com o golpe de Estado institucional contra Dilma Rousseff"

Do Brasil 247 -

  Senador e secretário nacional do Partido Comunista Francês, Pierre Laurent,  61 anos, economista de formação pela Universidade Panthéon-Sorbonne, avalia que a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "é um sequestro político para impedi-lo de ser presidente da República". "A engrenagem que foi montada num primeiro tempo com o golpe de Estado institucional contra Dilma Rousseff visava, no longo prazo, a impedir Lula de se candidatar de novo às eleições presidenciais", diz ele em texto publicado no Diario do Centro do Mundo.

De acordo com o estudioso, "havia a vontade de desmoralizar uma alternativa de esquerda no Brasil. Acreditamos que isso é insuportável, do ponto de vista da democracia, porque os que substituíram Dilma mostraram a falência de seu poder, o estado de corrupção no qual de novo vão afundar o país". "Se Lula for impedido de disputar, poderemos ver a extrema direita assumir o poder. Nossa solidariedade foi imediata e tínhamos uma responsabilidade particular na França. A mídia francesa acompanhou a campanha de descrédito contra Dilma sem nenhum distanciamento dos argumentos que eram usados por Temer e os seus. Depois, Temer revelou o que é. Hoje, na França, há um silêncio estarrecedor em torno da situação escandalosa de Lula", acrescentou.

Segundo Laurent, "os meios dirigentes franceses estão bastante constrangidos por essa situação. Eles não querem questionar o meio econômico brasileiro; é preciso não questionar os interesses americanos nessa imensa batalha. Vemos a grande descrição, para ser eufemista, da mídia francesa, que era bastante falante no momento da campanha contra Dilma".

"Há muitos dirigentes de primeiro escalão que trabalharam com Lula, que não apenas não podem acusá-lo, como também sabem o que devem a ele em momentos importantes para o mundo, como quando foi necessário resistir à tentação dos Estados Unidos de fazer guerra, quando precisou-se sobre o problema do desenvolvimento da pobreza, quando precisou-se impulsionar a questão do trabalho e do meio ambiente. Mas eles não têm coragem de reivindicar sua liberdade. Por isso é preciso que as forças democráticas francesas ajam, assumam sua responsabilidade. Por isso estamos tão engajados na campanha de apoio a Lula", afirmou.

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